Os povos vikings, assim como tinham uma mesma organização política, também compartilhavam uma mesma composição sociocultural. A
língua falada pelos vikings era a mesma, seu alfabeto também era o mesmo: o alfabeto rúnico.
As sociedades estavam divididas, de um modo geral, da seguinte maneira: O rei estava no ápice da pirâmide; abaixo dele estavam os jarls, homens ricos e grandes proprietários de terras (os jarls não eram nobres, pois nas sociedades vikings não havia nobres); abaixo dos jarls havia os karls, ou seja, o povo, livres, mas sem posses ou com poucas propriedades, geralmente pequenos comerciantes ou lavradores. Os karls compunham o grosso dos exércitos vikings e tinham participação nas Tings; abaixo dos karls, havia os thralls,
escravos. Eles geralmente eram prisioneiros de batalhas, mas podiam ser
(dependendo da decisão da Althing da região) escravos por dívidas ou
por crimes, seus proprietários tinham direito de vida e morte sobre
eles.
A maior parte dos povoados vikings eram fazendas pequenas, com entre cinqüenta e quinhentos habitantes.
O trabalho era dividido de acordo com as especialidades de cada um. Uns
eram ferreiros, outros pescadores (os povoados sempre se desenvolviam
nas proximidades de rios, lagos ou na borda de um fiorde).
As famílias (fjolskylda) dos vikings eram muito
importantes, sendo provedoras de abrigo alimento e proteção. As famílias
tinham rivalidades e brigas com outras, sendo julgados nas Tings ou com os ordálios,
testes para julgamentos divinos. No caso de mortes da família, era
normal haver vinganças, devido à importância destas na sociedade. Os
membros das famílias trabalhavam juntos, mesmo após casarem, trabalhando
desde pequenos nas famílias, aprendendo trabalhos mais difíceis com o
tempo, trabalhando com ferro ou no caso de jarls, na política ou na guerra. Os patriarcas detinham muito poder, podendo escolher se seus filhos viveriam ou não após nascerem.
stenfsmiors, que construíam barcos e com a madeira dos barcos velhos, reparavam os outros barcos.
As mulheres após o casamento mudavam para a família do marido e
tinham trabalhos como cozinhar, limpar e cuidar dos necessitados. As
mulheres eram obedientes, mas podiam pedir divórcio, caso houvesse
motivo, já os maridos podiam ter concubinas e matar as mulheres
adúlteras, mas tinham de pagar ao pai da noiva para casar. Como as
famílias ensinavam os trabalhos aos filhos, muitos trabalhos eram
familiares, como os

